Entrevista com Ashinano Hitoshi - Artbook (2003)
Originalmente compilada no único artbook da série Yokohama Kaidashi Kikou - Ashinano Hitoshi Gakushû, em 2003.
→ Que tal começarmos pelo início de tudo? Quando o capítulo 0, presente no início do volume 1, venceu o Prêmio Shiki①, ao mesmo tempo, você já tinha o esboço do capítulo 2 "Irie no Misago" pronto, certo?
Ashinano: Na verdade, não foi ao mesmo tempo. Além do mais, como era centrado no Takahiro com a Misago, sem ter relação alguma com a Alpha, tinha feito de forma com que as histórias pudessem se interligar.
→ Entendi. Mas quando você me mostrou depois de ter recebido o prêmio, as histórias estavam perfeitamente interligadas. Continuando, o capítulo 1 "Hagane no Kaoru Yoru" foi o primeiro esboço que lhe pedi, não foi?
Ashinano: Correto. No começo, eu juntava histórias completamente diferentes umas das outras. É claramente perceptível a diferença de estilo em relação ao capítulo 0, com o revólver, história sobre o Café e sem passeio de moto também. Em seguida, vem o capítulo da Misago. Parecia que estava um pouco desorganizado, né. Mas o início foi feito com essa sensação de que qualquer coisa poderia acontecer.
→ A Kokone já existia desde o começo, certo? Ela estava entre as primeiras ilustrações que você tinha me mostrado.
Ashinano: Tinham momentos que elas estariam reunidas, mas não tinha pensado a fundo sobre como aconteceriam. Então percebi que se elas não se encontrassem primeiro, não poderiam aparecer juntas.
→ Ou seja, as histórias de Musashino não foram planejadas de início, foram sendo desenvolvidas com o tempo.
Ashinano: Exatamente. De todo modo, coloquei-a para morar em Musashino. Já que o início da história era sobre essa moça (Alpha) dando voltas de moto, eu provavelmente teria feito ela mostrando como era por lá.
→ O Ayase também estava naquelas ilustrações, não? Como a barracuda também estava, então imagino que já havia uma caracterização definida deles.
Ashinano: Já que é um mundo tão diferente, achei interessante se tivesse alguém fazendo um trabalho extra. E por que não uma espécie de falcoeiro também.
→ Essa ilustração é a que aparece no início do segundo volume. De fato, por ter sido desenhado antes da serialização, ficou um personagem diferente.
Ashinano: O visual da barracuda era o mesmo, apesar da posição das patas ter mudado. O Ayase também estava com uma feição um pouco diferente, né.
→ Tenho a impressão de que a visão de mundo de "Yokohama Kaidashi Kikou" não estava já pronta desde o início, mas que foi ganhando forma ao longo dos capítulos.
Ashinano: A verdade é que a história igual como está no título, "Relatos de um ida às compras em Yokohama", só acontece mesmo no capítulo 0.
Tendo essa atmosfera, em vez desenhar sobre a realidade, quis fazer algo voltado um pouco para o meu gosto. No início, sequer tinha escolhido uma protagonista ainda.
Eu não pensei tão a fundo assim quando desenhei o capítulo 0.
→ Foi se expandido gradualmente, né. De fato, lembro que no início tivemos encontros para debater sobre o que estava acontecendo naquele mundo, mas... paramos de fazer isso no meio do caminho, passando a falar sobre como "tal coisa funciona de tal forma".
Ashinano: Ela (Alpha) cumpriu bem o seu papel de explicar as paisagens retratadas, mas foi só no início mesmo.
→ O Taapon② já tinha sido planejado desde o começo?
Ashinano: Naquela época ainda não tinha sido feito.
→ Mas a Primeira Alpha tinha, certo?
Ashinano: Foi mais ou menos assim: se esta (Alpha) não fosse a primeira autômata, então deveria ter existido um protótipo antes.
→ Conforme a serialização foi prosseguindo, quando discutíamos sobre o terceiro volume, você já estava bastante focado na história do tufão.
Ashinano: Vendo aquela situação, um tufão aconteceria de qualquer forma, mas, lá no início, eu não imaginava que o "Café" se tornaria algo tão importante assim.
Histórias como essa de tufões são comuns no interior...
→ Agora dá para dizer isso, mas quando ouvi sobre o tufão, você parecia animado, já até queria fazer em seguida. Quando te perguntei sobre o que aconteceria depois disso, me apavorei quando me respondeu que o Café seria destruído. Foi aí então que te disse para adiar para daqui uns 2 ou 3 anos (risos). Então realmente era para ter acontecido mais cedo.
Ashinano: Exato. Uma vez que aquele Café não era um símbolo intocável, se um tufão acontecesse, ele seria destruído.
→ Sinceramente, talvez "realmente" tenha sido uma forma estranha de falar (risos). O tufão acontece no volume 5, ela parte em viagem no volume 6. Te pedi para que ela fizesse várias coisas enquanto o Café ainda estava de pé,
já que seria impossível sem ele.
Ashinano: Fiz o que foi possível naquele momento. O que aconteceria quando a destruição acontecesse, deixei para decidir depois.
→ Até porque, como eu havia dito, o Café destruído significa que o lar dela também foi.
Ashinano: Foi como você disse. A residência também se tornaria um lote vazio. No momento, ela está usando o posto de gasolina como local temporário, certo? Conversamos sobre se aquilo
seria ela estar trabalhando junto com o Tio, ou se estaria no lugar dele. A verdade é que se um tufão daqueles viesse, não sobraria tanto igual como ficou.
A forma como aconteceu foi porque fiquei meio dividido③. Inicialmente, eu tinha planejado em fazer tudo ir pelos ares. Só restaria apenas a fundação.
→ O visual daqueles arredores também mudou bastante em comparação ao início. Ainda nessa época, nós discutimos se ela eventualmente se mudaria para o posto de gasolina,
já que aquele lugar desapareceria com a erosão causada pelo aumento da águas.
Ashinano: Sinto que o mapa muda todo ano. Inicialmente, ia cada vez mais deteriorando, mas agora, pelo contrário, está sendo reconstruído.
→ Nós conversarmos sobre fazer mais capítulos em cidades.
Ashinano: Sobre como estaria Akihabara, por exemplo. Eu não cheguei a desenhar nada sobre o centro da cidade.
→ Os arredores de Akihabara estariam afundados, né?
Ashinano: Estariam. Seria como Veneza, tendo que navegar pelo bairro dos eletrônicos por barcos. O primeiro andar dos prédios
serviria como um cais e, ao descer o o Myojinshita em Kanda, estaria a costa.
→ Foi o que discutimos, agora desenhar esse cenário complexo que seria complicado (risos).
Ashinano: Nós até conversamos sobre como o fosso do Palácio Imperial seria o local perfeito para pesca.
→ Você não faz pesquisas de campo para os cenários, certo? São, como posso dizer isso, lugares da sua lembrança? Cenários que podem ou não existir.
Ashinano: Foram coisas como lembranças, lugares parecidos que vi apenas uma vez.
→ Ainda assim, vez ou outra você tira algumas fotos, não? Você chegou a usá-las como referência?
Ashinano: Algumas vezes, para me ajudar a lembrar.
→ Mas se for para desenhar você não as usa.
Ashinano: Exato. No entanto, usei de referência em uma ou duas cenas, mas isso é perceptível. Por exemplo, a cena do Tio jovem,
quando ele sai com a Doutora pela estrada encoberta por ondas. Essa foi feita com uso de referências.
→ Certo. Tem algo que percebi quando li "Yokohama Kaidashi Kikou" pela primeira vez. Por também ter crescido em Yokohama, quando vi a casa
da Alpha, logo percebi que era uma moradia do exército americano. Na época que estava na escola primária (cerca de quarenta anos atrás), existiam
diversas bases americanas em Yokohama, mas depois que eles se retiraram, várias das residências ficaram abandonadas. Por algum motivo, entrei e bisbilhotei
para ver como são por dentro.
Ashinano: Já não restam mais lugares assim hoje em dia, né. Até o início das reconstruções nos anos 80, elas ficavam aos arredores apodrecendo.
De vez em quando, os carros do exército americano passam por ali, dão uma volta e depois retornam para suas bases.
→Provavelmente porque eu era uma criança, mas lembro de ter entrado dentro de uma delas como se não fosse nada demais.
Ashinano: Depende do lugar. As áreas desapropriadas em Yokohama eram apenas residências e armezéns, então não
havia o que ocultar. A da minha região era a ruína de uma base radar, então haviam alguns equipamentos por lá.
→ Quem poderia imaginar uma área residencial em ruínas. Mesmo tendo sido casas bem feitas, naquele momento eram como áreas abandonadas há tempos.
Era uma paisagem um tanto peculiar.
Ashinano: Em vez das ruas das proximidades, foram as ruas perfeitas que deterioraram.
→ Virou um papo sobre prédios abandonados, mas é que existe um certo charme em ver cenários decaindo tão calmamente. É aquela excitação dos tempos de criança,
de sair vasculhando lojas abandonadas. Esses cenários não existem mais hoje em dia.
Ashinano: O estilo de vida de hoje é tão diferente de antigamente. Os locais onde o exército americano moravam tinham atmosferas diferentes,
as casas também tinham cores diferentes das dos japoneses. Mesmo que tenham coexistido ao mesmo tempo, é um tanto curioso ver que foram as casas do exército que começaram
decair primeiro.
→ E esse cenário acabou sendo representaddo no mangá. O dono tinha alguma caracterização definida?
Ashinano: No começo tinha. E ele também apareceria logo...
→ Realmente, era para ele aparecer, certo?
Ashinano: Talvez não a pessoa em si. Pensei que ocasionalmente aconteceriam histórias relacionadas à ele, mas acabei não fazendo.
→ Tinham planos que aconteceria no início, mas realmente dá para perceber que mudou.
Ashinano: Se ele aparecesse naquela época, seria algo como "Ah, foi? Até a próxima" e não creio que isso seria um problema. Também não acho que
mudaria muito se acontecesse hoje, mas já passou tanto tempo que isso acabou ganhando algum significado.
→ Acabou se tornando algo dificil de escrever, né. E sobre o mistério da criação dos robôs...
Ashinano: Aquilo também foi sendo desenvolvido a medida que fui desenhando, não havia mistérios ou qualquer coisa do gênero.
Comecei desenhando sob o pretexto que existia robôs e certos tipos de paisagens, e depois comecei a mostrar o porque ser assim, como, por exemplo, a origem do modelo Alpha.
→ Do que eu sei sobre os robôs Alpha é que, a princípio, houve experimentos para catalogar de forma objetiva as sensações humanas, o que resultou
nos modelos Alpha do 1 ao 5, baseados nos cinco sentidos dos humanos. O primeiro certamente sendo o olho④, o segundo sendo a audição⑤. Por isso que há aquele "disco".
Inicialmente, o modelo Alpha não era um robô, mas um nome comum para um sistema sensorial, que catalogava coisas como cores e cheiros que sentia. Eventualmente,
todos os modelos foram reunidos na forma de um androide, para que fizessem observações pelos humanos. Pelo menos essa é a forma simples que, como editor,
consegui compreender sobre a definição do modelo Alpha.
Ashinano: Acho que não mudou muito até hoje. Talvez a intenção dos criadores possa ser diferente, mas os robôs terem sido deixados para fazer
observarvações no lugar da humanidade ultrapassa o pensamento humano, podendo dizer que é uma vontade da natureza.
Por "deixados", é como se quisessem que os robôs Alpha fossem "criados" pela natureza. Ou melhor dizendo, talvez seja o que de fato aconteceu.
→ Entendi. Ainda falando sobre caracterização, o que originou a "Era da Calmaria" foi um erro por parte dos humanos, ou foi um desastre natural?
Ashinano: No início, não era para ser sobre o aumento do nível do mar causado pelo aquecimento ou por causa de um cataclisma natural, mas sim
como a chegada do fim de um ciclo da natureza.
Por causa da constante elevação e queda do nível do mar, há bastantes vestígios do período Jômon na cidade que cresci.
Por vê-los, é bem fácil de imaginar como ficaria a cidade se a água subisse.
Ainda existem costas de 3000 anos atrás.
Eu pensava sobre que tipo de orla seria formada se o nível do mar subisse mais uns 12 ou 15 metros. Eu desenhei uma no mapa para tentar
ver como seria e percebi que seria uma costa comum, do tipo que se vê por aí.
Para a natureza, seria apenas uma maré. E já estaria preparada pelo terreno. Tentei desenhar isso naquela costa que vai até Minuma,
onde fica o Mizugami-san⑥ de Saitama. Ali, originalmente, era uma baía. A água do mar chegava naquela região até mais ou menos o período Kamakura. Dentro
desse ciclo da natureza, viveriam os humanos, tal como formigas, indo para cima e para baixo. Não é como se fosse um peteleco pelo o que fizeram,
mas, sim, como se estivessem sendo manipulados.
Esses tempos terem se tornado dessa forma não significa que seja algo penoso. Se
a costa avançou, os humanos mudam para um ponto mais alto; se a costa retrocedeu, os humanos voltam a morar na parte mais baixa. Historicamente,
isso seria chamado algo como sensação de estagnação. Como a produção não é ostentosa como antigamente, acabou surgindo a "Era da Calmaria".
Não é uma era tão complicada assim (risos).
→ Ainda sobre mistérios, e o Meiporo⑦...
Ashinano: Honestamente, nem eu sei o que é aquilo.
→ Não seria algo feito do xarope de bordo Maple Syrup?
Ashinano: É um tipo de seiva, semelhante a do xarope de bordo, fervida até reduzir. Se é gostoso, aí eu já não sei.
→ É algo que existe de verdade?
Ashinano: Não.
→ Então é um produto artesanal da Alpha. Diversas adaptações tem sido produzidas desse mangá. A começar pelo Drama CD...
Ashinano: Isso. O primeiro foi uma dramatização para o programa de rádio FM da Shiina Hekiru.
→ Exatamente. O CD também foi um sucesso, e em seguida veio a animação. Quando me perguntei se é que existia alguém capaz de transformar isso em
um anime (risos), a Sony nos contou que o Annou-san⑧ seria o diretor. Sendo ele, não teríamos problemas. E assim nasceu o primeiro anime.
Ashinano: Pensei que ali era seria o fim, mas depois vieram falar sobre fazer mais um outro anime.
→ Ainda sobre a produção do primeiro anime, você disse que se surpreendeu com a direção de arte do Studio Bihou⑨.
Ashinano: Eles fizeram de forma tão detalhada coisas que nem mesmo eu nunca percebi. Tipo a maçaneta, coisas que tem ser feitas
de tal forma ou ângulos que tem de ser feitos de tal jeito. O que, primeiramente, eu não consigo desenhar.
→ Você não se atentou tanto com a composição da planta do café?
Ashinano: De certa forma, sim. Eu até fiz uma bem mais ou menos para o final de um volume (quinto volume). Apesar disso,
não foi algo que se preocupasse em mostrar frente, verso e laterais, ou em evitar um colapso.
→ Eles se atentaram até como que a tábua da mesa foi colocada dentro do café...
Ashinano: Eu definitvamente não pensei sobre isso.
→ Mudando de tópico novamente, quando você faz seus desenhos, eles geralmente são coloridos. Você já imagina eles com cor?
Ashinano: A verdade é que eu queria desenhar tudo colorido.
→ Pelo o que você me explicou, por começar pensando de forma colorida, quando o manuscrito é preto e branco, você aplica os tons sem as cores,
o que leva mais tempo do que um colorido (risos).
Ashinano: Aplicar tons parece uma tarefa complicada, já fazer colorido não é algo tortuoso.
→ Então quando você pensa numa cena, ela já vem com uma cor definida? Por exemplo, a cor do céu ser um certo tipo de azul.
Ashinano: Pinto de uma forma, se sair algo irregular, passo então a focar nela. E acaba influenciando como escolho outras cores.
→ Depois desses 9 anos de experiência, é possível afirmar que você adora fazer ilustrações coloridas, certo?
Ashinano: Mas jamais imaginei que faria tantas delas. Fico muito feliz com isso.
→ Você quer principalmente desenhar cenários, né.
Ashinano: Exatamente.
→ Para finalizarmos, alguma palavra para os leitores, ou melhor, para quem comprou o artbook...
Ashinano: O ponto principal do artbook é o foco na temática das cores, então...
→ "Observem as cores"?
Ashinano: Observem as cores. Em cada página há um...
→ Senso das estações... É difícil colocar em palavras. Dá para sentir o quão atrativa é a atmosfera da passagem do tempo que você
nos mostra.
Ashinano: O livro inteiro foi editado de forma que dê para notar as mudanças de cores a cada tema.
Não quero que vocês foquem em olhá-las, mas que as sintam.
→ Muito obrigado por hoje.
① Prêmio Quatro Estações: Prêmio voltado para iniciantes, organizado pela revista mensal Afternoon. Abre as portas para que mangakás se tornem profissionais,
tendo lançado autores famosos como (sem ordem): Toume Kei, Samura Hiroaki, Endo Hiroki, Kitou Mohiro, Nihei Tsutomu, Sato Shuuhou, Kuroda Iou, Kio Shimoku, Igarashi Daisuke,
Ueshiba Riichi, Komai Yu, Urushibara Yuki, etc. Ashinano Hitoshi participou em 1994, na 29ª edição de primavera.
② Taapon: Avião gigante que voa silenciosamente pelos céus. Durante esses tempos de Calmaria, ele não pousará, apenas observará a Terra do alto.
Pessoas vivem dentro dele, entre elas a "irmã mais velha" da Alpha e da Kokone, a A7M1 — Koumi'ishi Alpha.
③ "A forma como aconteceu foi porque fiquei meio dividido": Embora a Alpha estava tocando o Yueqin frente ao Café destruído antes do Tio chegar, ela estava em estado de pânico.
④ Olho: A câmera que o dono enviou para a Alpha. A entrega desse item foi o que ocasionou o primeiro encontro com a Kokone.
Utiliza o mesmo tipo de produto que existe nos olhos dos robôs.
⑤ Audição: O disco que a Kokone encontra na biblioteca infantil de Setagaya. Também havia uma cópia na casa da Doutora Koumi'ishi. Contêm gravações de sons e ritmos específicos nele.
Kokone sentiu que é "algo parecido com as paisagens que ela conhece".
⑥ Mizugami-san: O "Deus da Baía" que fica parado perto da costa da baía de Minuma, na terra de Saitama. Apesar da aparência semelhante à de uma escultura, diz-se que
tem ondas cerebrais. É uma criatura curiosa cujo corpo é coberto por algo que lembra algodão branco, o rosto parece de veludo e brilha como um clarão.
Pelas rosas e cartas que são deixadas de oferenda ao lado dele, percebe-se que é veementemente adorado.
⑦ Meiporo: Bebida feita deixando o líquido ferver até escurecer, depois reduzindo-o com água quente. Ou algo assim.
⑧ Annou Takashi: Diretor do OVA Spirit of Wonder, de Tsuruta Kenji, além de ter sido diretor de unidade em Magical Angel Creamy Mami,
Persia, the Magic Fairy, Magical Emi, the Magic Star, entre outros. O diretor do próximo OVA será Mochizuki Tomomi, conhecido por Eu Posso Ouvir o Oceano e
Brave Command Dagwon.
⑨ Studio Bihou: Estúdio especializado na produção de cenários para animações. Também estiveram envolvidos na produção de
Ah! My Goddess, no OVA de You're Under Arrest e em Spirit of Wonder.
Traduzido por: Amayo
Publicado em 17/03/2026